sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Voluntários precisam-se!

Queridos amigos
O ano lectivo está a começar e novamente precisamos de reforçar com todos vós o apoio às crianças e adolescentes do ATL da Galiza na sua integração na escola.
É importante que estudar seja para eles um desejo de aprender, conhecer e qualificar os seus saberes de modo que um dia tenham a mesma liberdade que os outros para escolher um curso e uma profissão.
Precisamos que eles acreditem que o futuro terá de ser diferente e que a história dos seus pais que não tiveram opturnidade de estudar não tem que se repetir.
Eles precisam de vós!E nós tambem!
Basta uma hora semanal dada por cada voluntário/amigo para poder fazer a diferença.
Como ajudar?
• Contactar no ATL com o prof. Joel (responsável pela sala de estudo do 1º ciclo – está cá todos os dias das 17h30m às 19h30m) ou com o Prof. João (responsável pela sala de estudo do 2º e 3º ciclo - está cá todos os dias das 17h00m às 19h30m) ou comigo.
• Dando uma hora semanal ,dentro da sua disponibilidade,de 2ª a 6ª feira, de manhã ou à tarde ou à noite ou ao sábado.
• Recolhendo materiais ou equipamentos para um bom funcionamento da sala de estudo – lápis, canetas, cadernos, borrachas, resmas de papel A4, lápis de cor, canetas de feltro, agrafadores, furadores....
• Passando a informação aos seus amigos.

Em nome do ATL da Galiza um muito obrigado

Maria Gaivão

domingo, 9 de setembro de 2007

A ERG está com a nossa seleção!


A Escolinha de Rugby da Galiza está de alma e coração com a nossa selecção de Rugby.
Vam' lá Portugal!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

...era uma vez à tanto tempo...



"Era uma vez à tanto tempo,
apareceu veio com o vento,
era uma casa pequenina,
era bonita toda pintadinha
e agora venham os meninos
encher de sonhos todos os cantinhos.

O que é ,o que é, o que é,
o ATL da Galiza a bater o pé.....

E o tempo foi passando
e a história se desenrolando
temos ranchos e passeios,
acampamentos e alguns devaneios
aprendemos a viver
as coisas boas que sabemos fazer.


O que é ,o que é, o que é,
o ATL da Galiza a bater o pé.....

E daqui a muito tempo
vamos ouvir o segredo do vento
porque esta casa nos deixou
tantas saudades do que lá se passou
e todos vamos ver
os amigos sempre a crescer!..."

Música e letra da nossa educadora Guida,1994

Um "Senhor" mediador!

domingo, 2 de setembro de 2007

Obrigado Padre Nuno!

Foi num ambiente de grande alegria, fé e participação que a comunidade da Galiza agradeceu ao Padre Nuno os cinco anos de caminho e aprofundamento de fé acompanhados por ele.Como padre da paróquia do Estoril esteve connosco em muitas e variadas situações pastorais (orações comunitárias, visita pascal, peregrinações, etc.) e em momentos dificeis não nos deixou sózinhos.
É tempo de um nova missão na paróquia de Algueirão e hoje festejámos a sua partida na Capela das irmãs com uma celebração eucarística seguida de um almoço comunitário. Houve tempo para música e dança com a actuação do rancho de Trajouce.



sábado, 18 de agosto de 2007

Quando os chinelos não aguentam uma chuvada em Calcutá!

Soubemos finalmente o que é chover a sério aqui ... começou a chover numa tarde e só parou na tarde seguinte! durante essa manhã nem pudemos sair do hotel e, à tarde, quando finalmente saimos a água dava-nos pelo joelho ... agora imaginem passar todos os dias por ruas cheias de lixo, baratas, ratos e mais alguma coisa e ver essas ruas agora cobertas de água que teriamos de atravessar ... ficamos à porta do hotel quase dez minutos para ganhar coragem e depois lá fomos! até foi divertido (senão pensarmos no que estavamos a pisar); no meio deste dilúvio os meus chinelos partiram-se e tive que andar descalço ... claro que entrei na primeira loja de sapatos que vi e comprei umas sandalias das mais baratas que havia!!!

PS - na foto em baixo tirada pelo Rodrigo podemos ver o Tomás passeando calmamente num riacho!

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Saudação indiana!


Namastei!
Tumin kom onachi?
(ola! como é que isso vai?)

Dois dos muitos voluntários em Calcutá!



Continuamos a ir a Daya Dan, mas estamos a ver se mudamos de casa para ir a uma que se chama Prem Dam (durante as manhãs) porque na primeira como estão crianças vão para lá imensos voluntários ... quase que há mais voluntários que crianças!
À tarde temos ido a Kalighat (casa dos moribundos) e tem sido uma experiência dura, mas óptima! ali encontramos as pessoas que foram completamente abandonadas e esquecidas por toda a gente ... há uma carrinha das Missionarias da Caridade que passa pelas estações de comboio e vai recolhendo aqueles que estão deitados no chão ... abandonados, esquecidos, à espera de alguma coisa ...
No outro dia estava a dar de comer a um homem e, no fim deitei-o para que dormisse. Fiquei um bocado sentado ao lado dele. Foi incrivel olhar-lhe nos olhos e não ver nem sentir qualquer expressão, qualquer sentimento, qualquer sinal de vida ... há lá um homem que é tão magro, tão magro que literalmente é um esqueleto coberto de pele ... não tem qualquer musculo no corpo de tal maneira que se alimenta por soro e nem consegue quase mexer uma perna sozinho ...

Às tercas e sabados vamos para uma enfermaria que é uma sala com 6 "postos" e onde veem as pessoas da rua para tratarem as feridas, receberem remedios, etc! é óptimo trabalhar lá porque alem de fazermos coisas que gostamos, é uma maneira de ajudar muito concretamente aquelas pessoas que tratamos e que procuram a nossa ajuda! a enfermaria abre às 9h mas desde as 8h já existe uma fila de pessoas que veem para serem tratadas ... eu e o Rodrigo ficamos sempre juntos num posto: limpamos as feridas, pomos pensos novos e gritamos "next" e vem o proximo e assim por adiante ... no primeiro dia tratamos um miudo (que devia ter 15 anos); tinha-se queimado com água quente no pé, mas só o foi tratar passado tres dias quando já estava cheio de bolhas e infectado ... tivemos quase uma hora a tirar toda a pele queimada e depois pusemos-lhe um penso. Na vez seguinte que lá fomos, o miudo veio, falou-nos e agradeceu-nos. Já estava muito melhor!!!

PS - os nossos voluntários estão ligados à area da saúde, o Tomás como estudante do 3º ano em medicina dentária e o Rodrigo no 4º ano de medicina.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Fomos visitar uma das obras da Madre Teresa de Calcutá


Hoje fomos à primeira casa de todas que a Madre Teresa fundou aqui em Calcutá, chama-se Khalighat e acolhe moribundos que são encontrados na rua; eles vem para aqui passar os ultimos dias.
Fomos com o Luis porque ele já trabalha lá e mostrou-nos o que se faz .
Quando se entra há logo uma camarata grande com quase 50 camas onde estão os homens. Num quarto mais à frente estão as mulheres, mas não nos deixaram lá entrar.
O trabalho aqui consiste em dar-lhes de comer,levar os que conseguem à casa de banho e os que não conseguem limpá-los e mudar a roupa. Depois mudam-se os pensos aos que tiverem e faz-se massagems a alguns.
É uma casa que impressiona muito à primeira vista e é bastante mais duro trabalhar-lhe lá do que em Daya Dan. Estavam lá dois homens que provavelmente vão morrer amanhã ou depois e faz alguma impressão ...

Um abraço para todos
Tomas e Rodrigo

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Madre Teresa!

...e o vento continua assoprar da India!

Namasteij carissimos amigos, familiares, colegas, conhecidos e demais!
acabaram de receber a saudação indiana.

Passada já quase uma semana na India, finalmente começámos a entrar no ritmo e no estilo de vida daqui. As ruas de Calcutá já não são aquele mistério e já conhecemos cada vez mais pessoas e pouco a pouco (muuuuuuuuuuuuito pouco a pouco) vamos ficando habituados ao calor.
Conhecemos um português que esta cá, um medico chamado Luis; está sozinho. Já saiu de Portugal há um ano e viajou pelo Congo, Uganda, Ruanda, Etiopia, Indonesia, Nepal, Tibete e agora India! como já conhece bem esta zona, tem sido uma boa ajuda, para não falar da companhia!
Anteontem fomos finalmente ao sitio onde vamos trabalhar, chama-se Daya Dan e é uma casa das Irmãs da Caridade da Madre Teresa. Só tem crianças e a maioria são deficientes fisicas e as que não são, não falam nada ou tem perturbações mentais porque foram abandonadas nas ruas ou eram abusadas pelas familias ...
Chegamos todos os dias às 8h e comecamos por limpar e mudar as camas enquanto as crianças tomam banho com ajuda das irmãs. Depois os mais deficientes fazem um género de fisioterapia com os voluntarios com o objectivo de os ajudar a "desempenar" as articulações e ganharem alguma mobilidade porque eles passam o dia todo na mesma posição e quando se querem mexer quase que não o conseguem.Segue-se uma aula de musica com alguns miudos em que eu e o Rodrigo vamos substituir dois espanhois que partem esta quarta e somos nós que vamos ser os professores de musica!!! para aqueles que não acreditavam, eu sempre disse que cantava bem!!!
Por volta das 11h damos o almoço, levamo-los à casa de banho e às 12h dormem a sesta que é também a hora em que os voluntarios saiem do centro.
O trabalho não é nada exigente fisicamente, com excepção do calor, e tem sempre uma motivação extra porque são crianças e dá para brincar com algumas; vê-se que ficam contentes e que nos vão reconhecendo cada vez mais. O principal problema é com as crianças deficientes que não falam e é quase impossivel perceber o que elas sentem, se estão contentes ou tristes, se querem alguma coisa ... é complicado e faz alguma confusão!....
Um grande abraço e beijinho
Tomás

sábado, 4 de agosto de 2007

Da India com amor !

Carissimos amigos, familiares, conhecidos e demais!
Eis que finalmente chegámos a Calcutá!
A primeira impressão que tivemos foi assim que saimos do avião à meia noite e estavam estavam 39 graus ... quando acordamos de manhã podem imaginar que estavam pelo menos 40º!
A viagem para cá correu bem, apesar de muito longa...tivemos um grande bonus porque trocaram qualquer coisa nos nossos bilhetes e então viemos em primeira classe!!! Tivemos direito a champanhe... vimos filmes que podiamos escolher e dormi uma bela sesta na cadeira que dava massagens lombares!
Quando chegamos finalmente a Calcutá fomos abalroados por dez taxistas e lá entramos num que nos levou ao hotel. A viagem demorou 20 minutos e iamos morrendo, sem exagero, 20 vezes! o transito aqui é completamente descontrolado e caótico, não há faixas de rodagem nem regras de transito e a única "regra" que existe é a de buzinar de um em um minuto! o taxi levou-nos pelos caminhos mais estranhos que havia e já pensávamos que iamos ser raptados!... mas lá chegámos bem ao hotel e finalmente conseguimos descansar qualquer coisa.
Ontem fomos à casa da Madre Teresa (Mother House) onde vamos trabalhar como voluntários e estivemos junto do seu tumulo. Falamos com umas irmãs que foram simpaticas e explicaram-nos que às quintas é dia de folga e que voltassemos lá amanhã (hoje) para nos inscrevermos.
Depois viemos para uma rua onde todos os voluntarios aqui em Calcutá se costumam encontrar, é a Sudder Street...conhecemos o café onde vamos comer durante o proximo mês, o Blue Sky Cafe.
À tarde, sem nada para fazer e com 42º, completamente ensopados, fomos dar uma volta e conhecer alguns sitios emblemáticos em Calcutá. No caminho houve um homem que deixou cair uma caneta para o chão e nós avisamo-lo de tal ocorrencia...ele ficou tão contente que ficou connosco toda a tarde e foi o nosso guia turistico privado! tivemos a conversar e a ver a parte mais gira (moderna) da cidade e a conhecer alguns costumes indianos. Foi bom porque senão tinhamos andado perdidos...
Ao fim da tarde fomos ao mercado de Calcutá! é um predio gigante tipo imperialista britanico por fora, mas por dentro é bem ao genero de Calcutá ... as ruas apinhadas de gente dos dois lados...de cinco em cinco metros há uma banca que vende roupa, comida, bebidas, carteiras, etc e de vez em quando uma vaca passa por nós! além de tudo isto as ruas teem o cheiro caracteristico de Calcutá ... imaginem cem indianos por metro quadrado com 42º e com esgotos e vacas,comidas e galinhas, cabras, carros, etc e ficam com uma ideia do que possa ser o cheiro!
Um dos confortos que encontramos até hoje é entrar em algum café ou qualquer lado que tenha ar condicionado e ficar à espera que a roupa seque!!!
Hoje, 5ª feira fomos de manhã à Mother House, onde se celebra a missa às 6h e o pequeno almoco é distribuido às 7h (uma fatia de pão bimbo sem nada e chá com leite e uma banana). Conhecemos lá um chileno de Schoenstatt que conhecia todos os nossos amigos da “porta de europa” e que nos teve a explicar e ajudar em algumas coisas, mas já se vai embora amanhã.... pensavamos que iamos comecar a trabalhar hoje mas as inscricões para os voluntarios são só à tarde por isso temos que ficar mais um dia sem fazer nada ... e por isso aqui estamos na internet a mandar-vos este pequeno e-mail!!!
por agora é tudo,
Mandem-nos e-mails, mensagens, cartas, telegramas, faxes, pombas, correio, etc que gostamos muito de receber qualquer coisa do nosso mundo!
Grande abraço e beijinho
Tomás e Rodrigo

PS - O Tomás e o Rodrigo são dois jovens estudantes universitários que resolveram dar um tempo das suas férias à obra da Madre Teresa em Calcutá. Partiram na 3ª feira, dia 31 de julho. O Tomás é treinador na Escolinha de Rugby da Galiza.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Pinhão

É um fruto típico de Cabo Verde. Cresce numa árvore grande e as pessoas costumam plantá-las nos seus quintais. Tira-se a casca verde, come-se o miolo branco e atiram-se as pevides pretas para a terra. Quem sabe se daqui a uns anos não temos uma arvore de pinhão próxima da Casa Grande e do ATL da Galiza!!!! :)

Presentes de Cabo Verde

A D. Guilhermina Pina, uma amiga e assídua frequentadora da Casa Grande nos vários projectos que aqui acontecem chegou ontem de Cabo Verde mais precisamente da cidade da Praia na ilha de Santiago. Durante um mês teve possibilidade de se reencontrar com a sua mãe Domingues e com a sua filha Izilinda.
Matou saudades da família e da sua terra e trouxe-nos as famosas bolachas (feitas de farinha de trigo, água, sal, uma pitada de açúcar e um pouco de fermento) e “filhoses” acabadinhas de cozinhar com farinha de milho, leite em pó, ovos açúcar e sal.

Qui saudadi di nhá terra Natali!



quinta-feira, 19 de julho de 2007

Mini-colónia de férias da Escolinha de Rugby da Galiza

Durante quatro dias um grupo de 30 atletas da nossa escolinha tem estado bem envolvido num tempo de brincadeiras e jogos com os treinadores Duarte, Bernardo, Tomás, Nuno, Rui, Frederico e Francisco. Até o treinador Zó dos bambis do Belenenses veio dar uma ajuda. A Inês e a Teresinha são as voluntárias que se preocupam com a logistica da colónia: os lanches, as pipocas no cinema, as águas no campo, etc.
Mais uma vez, tudo acontece graças ao empenho de muitos amigos. A eles todos e em especial ao Vereador Sande e Castro e ao Prof. João Bento da CMC e à direcção do Dramático do Cascais o nosso MUITO OBRIGADO.
Fechamos com chave de'oiro o nosso 1º ano de vida da Escolinha de Rugby da Galiza.
Vam'lá!






















terça-feira, 3 de julho de 2007

Está-nos no sangue!

Desde que esta casa abriu há 24 anos, as feiras que aqui acontecem são sempre lugar para encontros e partilhas!
E tudo acontece graças às inúmeras dádivas que até nós chegam (roupa, sapatos, utilidades domésticas e outras que não sabemos muito bem qual a sua utilização mas que são sempre cobiçadas por alguém). Tudo é aproveitado num ambiente de grande alegria e entusiasmo.











segunda-feira, 2 de julho de 2007

Consagração a Nossa Senhora




Este cântico (letra e música) foi construido pela nossa educadora Guida Ramalheira em Dezembro de 2004, altura em que consagrámos o nosso ATL a Nossa Senhora.
Oiçam e divulguem-no!

quinta-feira, 28 de junho de 2007

A Galiza foi ver!

Com 50 pessoas da nossa comunidade fomos ontem ao Teatro da Trindade em Lisboa onde pudemos assistir e vibrar com uma adaptação africana da peça de "Macbeth" de William Shakespeare. Durante o tempo do espectáculo vivemos com intensidade uma história readaptada e profundamente enraizada na cultura e na espiritualidade africana.
Foi um tempo liiiiiiindo. Um obrigado à admnistração do Teatro D. Maria I pela oferta dos bilhetes. Um obrigado e muitos parabéns ao grupo de artistas que a interpretou e apresentou.

Oração de Consagração do ATL da Galiza a Nossa Senhora

Queremos hoje e todos os dias da nossa vida
Consagrar-te a nossa casa
As nossas crianças
Os nossos jovens,
adultos e idosos,
A nossa equipa
E as nossas famílias,
Porque só contigo
E com o teu Amor
Podemos ter a Paz
Que tanto procuramos.
Queremos oferecer-te todos estes anos
De alegria, tristeza, sofrimento
Dor, Fé, esperança,
Queremos oferecer-te
Tudo aquilo que somos e temos.
Queremos oferecer-te o nosso trabalho
E o nosso esforço em sermos melhores.
Queremos pedir-te que continues
A olhar e a proteger esta casa.
Queremos pedir-te que nos dês força
Para fugir a todas tentações;
Queremos pedir-te
Que nos ajudes a aceitar
Tudo aquilo que não entendemos;
Queremos pedir-te
Que nos leves cada vez mais
Ao encontro do teu filho Jesus.

PS - Esta oração de consagração foi construída em 2004 pela equipe, no âmbito dos 20 anos de existência do ATL da Galiza. É rezada por todos os que aqui estão e que por aqui se cruzam.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Vamos dar a mão!



O Sr. Domingos Soares é um bom amigo e voluntário desta casa.
É reformado e tenta de uma forma digna e responsável gerir a sua vida com 283€ dos quais 250€ se destinam ao aluguer de um anexo algures no Estoril.
O Sr. Domingos é um fantástico jardineiro com vasta experiência nos jardins do Casino do Estoril e trabalhos ligados à Junta de Freguesia de S. Domingos de Rana.

Deixamos à sua consideração e genorosidade, a possibilidade de poder dar a mão ao Sr. Domingos através da oferta de trabalhos em jardinagem.

PS – Qualquer contacto pode ser feito para o telemóvel do mediador da Casa Grande, António Cunha, com o número 96.127.10.21

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Pequeno dicionário de vida!

"Raiva é dor transformada em ódio que nos consome por dentro.
Amor é o sentimento que mais dificuldade as pessoas tem em descrever.
O amor não se explica, mas sente-se e vive-se".

PS – reflexões da Ana Có, uma jovem do ATL da Galiza. Tem 15 anos e estuda no 10º ano.

Um grupo de treinadores

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Poema




Eu sou uma gaivota
E do alto do meu voo
Vejo as maravilhas da natureza!
Vejo o mar a brilhar
Aos últimos raios do sol.

Subo um pouco mais
E vejo flores…
Lá ao longe são dançarinas ao vento

Eu sou aventureira
Viajo sem destino
E vivo ao sabor do vento…

PS - este poema foi construido pela Dilvânia e pela Marlene, utentes do ATL da Galiza. A fotografia foi tirada pela Marlene

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Cansado da rotina!




Nota – este testemunho é verdadeiro e foi vivida pelo Eddy Cassandra, cidadão de S.Tomé e Príncipe. Depois desta aventura realizada quando ele tinha 9 anos, voltou mais tarde a Portugal, tendo frequentado em 2000 o ATL da Galiza, altura em que nos deu este testemunho. Hoje trabalha, é casado e pai de uma criança.

“Tudo começou quando eu resolvi dar um rumo à minha vida.
Estava farto da rotina…
Estava em S.Tomé em casa da minha madrasta e do meu pai a viver, e calha que nunca podia passar férias com a minha mãe.
Então decidi pedir ao meu pai para ir passar férias com ela, só que o meu pai não queria me deixar ir.
Estava um amigo dele lá em casa que pediu ao meu pai para me deixar ir, mesmo assim ele não quis.
Eu supliquei para me deixar ir, o amigo do meu pai é que disse: “deixa lá o miúdo ir à mãe” e o meu pai disse “eu deixo-te mas só que não te pago o táxi”.
Foi graças ao seu amigo que me pagou o táxi que eu fui.
O meu pai vira para mim e diz: “quando é que tu voltas?” Eu disse-lhe que vinha numa terça-feira.
Era sábado quando eu fui ter com a minha mãe.
Quando lá cheguei dei um abraço muito grande a ela. Esse abraço foi de tanta saudade que sentia por ela.
Quando eu acabei de matar tanta saudade, já era terça-feira.
Eu despedi de minha mãe e dos meus irmãos, e depois apanhei um táxi para a cidade, e calha que o taxista era meu amigo. Quando chegámos à cidade eu sai do carro e fui dar uma volta, quando dei conta já estava no aeroporto.
Fiquei lá sentado durante muito tempo, eu fiquei a lembrar o dia quando levei os meus tios ao aeroporto para eles partirem.
De tanto recordar eu acabei por ficar lá até os passageiros começarem a entrar para a sala de espera.
Eu fiquei com tanta a ansiedade e acabei por também entrar.
Tínhamos que entrar numa fila, só que eu não entrei, eu encostei na porta de entrada e tentei passar atrás da polícia que estava lá. Consegui passar.
O mais difícil já passou foi o que eu disse dentro de mim.
Estava na sala de espera me pediram os meus documentos, que eu não tinha nada comigo nem passaporte, nem BI nem cédula de nascimento.
Como eu não tinha nada comigo eu pedi à senhora para ir à casa de banho e ela me disse para eu ir lá dentro, só que ela me disse para depois voltar para mostrar os meus documentos.
Eu fui e já não voltei para lhe mostrar os papéis.
Fui à casa de banho e acabei por ficar lá dentro à espera que chamassem os passageiros.
Quando chamaram eu segui um homem que trazia duas crianças com ele.
Consegui entrar no avião e também ocupei um lugar de uma pessoa.
Quando cá cheguei, a Portugal, estava no Inverno, calha que eu estava só de t-shirt e um calção e também com uns ténis. Fui logo apanhado.
O meu pai quando recebeu o fax a dizer que eu estava em Portugal não acreditou e acabou por desmaiar, deram-lhe um copo de água com açúcar, ele voltou a ler o fax. Levou o papel para mostrar à minha madrasta. Ela quando viu o fax acabou por ficar paralisada.
A minha mãe quando soube que eu não estava com o meu pai, acabou por fazer um escândalo com ele.
E eu cá em Portugal a gozar a minha vida…e acabei por ficar cá oito dias.
Quando eu fui embora levei dois jornalistas e também dois guarda-costas.
Eu vim sem nada e fui com imensas coisas que me deram: roupa, computador, bicicleta, televisão e até viagens de borla.
Quando cheguei lá em S. Tomé acabei por ficar espantado, tinha tanta gente que me queria ver, tantos jornalistas, eu acabei por ficar muito comovido só por causa de tantos elogios que me fizeram.
O meu pai estava quase a chorar, a minha mãe chorou muito e eu fiquei muito feliz por ter uma fama como essa.
É uma história que eu nunca irei esquecer durante a minha vida inteira!”

domingo, 3 de junho de 2007

ATL da Galiza na TV

No programa "Nós" de hoje, o projecto do ATL da Galiza foi apresentado como um exemplo de trabalho na comunidade. Foi às 10h da manhã na RTP

NÓS

O tema da imigração na óptica de acolhimento e integração das comunidades que escolheram Portugal como país de acolhimento


O nosso objectivo continua a ser estar cada vez mais próximo, das comunidades que escolheram Portugal como país de acolhimento, das varias religiões e projectos de inserção social.
Pretendemos ser a sua voz. Através de histórias de vida, diferentes culturas, ideias e gastronomia, mostramos ao público em geral o quanto é importante e enriquecedor a multiculturalidade que existe no nosso país.

A política de integração dos imigrantes em Portugal, a nova lei da nacionalidade e a presidência portuguesa da União Europeia que terá início em Julho deste ano, são os temas da nossa entrevista. Para nos falar acerca destes importantes aspectos, temos em estúdio Pedro Silva Pereira Ministro da Presidência.
A semana da diversidade cultural promovida pelo ACIME, teve inicio dia 21 e terminou no dia 27 de Maio. Foram sete dias, de várias iniciativas promovidas em parceria com outras instituições, que tiveram como objectivo celebrar a importância da diversidade na sociedade.
Há mais de 20 anos que se formou o ATL da Galiza, com o objectivo de ocupar o tempo livre das crianças, jovens e até adultos do Bairro do Fim do Mundo. Esta importante associação ligada à Santa Casa da Misericórdia de Cascais, tem visto o seu trabalho aumentando nos últimos anos. Conheça a quantidade de actividades que por aqui existem e, quem sabe, não fica curioso e um dia vai até lá.
A pensar no dia 1 de Junho, dia Mundial da Criança, decidimos convidar uns chefes especiais... Reunimos diversas nacionalidades na mesma cozinha e o resultado é uma receita no mínimo original.
Estas e muitas outras histórias, fazem do nosso programa uma imensa viagem de sessenta minutos à volta da Mundo.

(Texto retirado do site do programa "Nós" aos domingos de manhã após o 70*7 na RTP 2)

sexta-feira, 1 de junho de 2007

A família cigana!


A comunidade cigana valoriza a família e como diz um deles “a família tem que ser constituída por pai e mãe. O casal tem que saber ganhar a vida para dar condições aos seus filhos. Eles são o nosso primeiro amor, eles são tudo para nós. Eu escrevi uma canção onde digo que os meus filhos são a razão da minha vida, do meu viver”.
É curioso o quanto este amor determina por exemplo o período de amamentação dos bebés.
Uma mulher cigana deve amamentar o seu filho e só se tira o peito a uma criança quando esta não quiser mais. O marido fica muito ofendido se a mulher disser que vai tirar o peito ao filho, o miúdo é que decide.
Relativamente aos casamentos e à polémica que eles levantam especialmente porque antigamente se casavam noivos ainda adolescentes, o Zé Luís defende que “quando casamos um filho sabemos sempre para onde é que ele vai. Conhecemos muito bem a outra família e os noivos não são obrigados. Por uma questão cultural e familiar penso que estamos preparados para casar mais cedo que os ”pajos” *.
O casamento pela lei cigana tem muito valor e é válido; para eles é sagrado e é lhes indiferente por exemplo que no bilhete de identidade venha o estado civil de solteiro.
O casamento misto não é bem visto especialmente se for a rapariga cigana a escolher um companheiro “de fora” da sua raça.
Diz-se que os ciganos têm muitos segredos, os quais não são passados para fora da comunidade mas segundo alguns dos nossos conhecidos isso não corresponde à verdade, é mais imaginação e criatividade dos “pajos”. A verdade é que a comunidade cigana utiliza o calão para não serem entendida pelos outros, portanto não é uma questão de segredos mas “uma questão de língua secreta”.

* “pajo” - individuo da raça não cigana

"Deus criou o povo cigano"


Diz-se que “Deus ao criar o primeiro homem, agarrou num pedaço de barro, moldou-o, criando uma figura humana e pô-lo no forno. O boneco cozeu tempo demais e quando Deus o tirou, estava criado o primeiro homem negro.
De seguida Deus voltou a moldar uma figura e pô-la no forno deixando-a pouco tempo, quando a retirou, ela estava muito pálida; estava criado o primeiro homem branco.
Por fim Deus moldou um boneco, colocou-o no forno com o tempo exacto, e dele saiu uma figura nem demasiado escura nem demasiado branca, com uma cor trigueira muito bonita. Nasceu o primeiro homem cigano e Deus ficou muito feliz.”

Adaptação livre de uma história popular cigana.

Vam’lá falar em crioulo!


Quiorá utá pra casa? – A que horas vais para casa?
Goçali – Agora

Intabá pá escola? – Vais para a escola?
Mita bai pá escola – eu vou para a escola.

Comidé sábi – a comida é boa.

Mi gosto dibó – eu gosto de ti

Bôtene saudadi dibuterra? – Tens saudades da tua terra?
Intene saudadi de nhá terra – eu tenho saudades da minha terra


Estas foram algumas das frases que nos foram ensinadas pelo Tino, pelo Zé e pela Mariazinha no ATL da Galiza em 1989.